Séries: The Office – Series Finale

the_office3

Não sou dos que acham que The Office devia seu sucesso a Michael Scott, personagem de Steve Carell. Sempre me atraíram mais as desventuras do casal Jim (John Krasinski) e Pam (Jenna Fischer), responsáveis pelos momentos mais sublimes dos primeiros anos, que davam certo equilíbrio à loucura nonsense articulada principalmente pelo próprio Michael Scott e por Dwight Schrute (Rainn Wilson).

Por isso, quando Carell se retirou da série, valeu a pena continuar acompanhando, ainda que Jim e Pam depois de casados já não tivessem mais a mesma química das primeiros temporadas.

Com o tempo, as situações embaraçosas dos primeiros episódios tornaram-se comuns e era possível, esforçando-se bem, se identificar com algumas delas. Tudo, claro, com a ajuda dos demais funcionários da Dundler Mifflin Paper Company: Andy, Kevin, Angela, Oscar, Meredith, Stanley, Phyllis, Erin, Creed e outros. Todos com seus lugares cativos nas engrenagens de toda a graça da série.

O último capítulo dessa história, que foi ao ar na última quinta-feira, foi tão significativo para os fãs da série porque, apesar de não despertar riso fácil, fechou as pouquíssimas pontas soltas que ainda existiam e ainda brincou com o tema debatido desde o começo: o documentário sobre aquelas pessoas e suas vidas dentro e fora do escritório.

Dessa forma, quase que usando metalinguagem, os autores, produtores e atores deram um jeito de fazer com que a despedida soasse mesmo como uma despedida. Sentia-se, naqueles últimos instantes, a empatia com “o pessoal do escritório”. E, quando os funcionários e ex-funcionários da filial de Scranton abandonam uma festa badalada e vão ao escritório para uma última conversa somente entre eles, você pode até se enxergar ali, relembrando as loucuras cometidas, triste por não vivenciar mais daquilo.

Foi um encerramento digno, desses que não tem como decepcionar os fãs. No fim das contas, o episódio derradeiro de The Office nos joga na cara algo que sempre esteve lá: “Há muita beleza nas coisas comuns. Não é esse o motivo?” (ou, se preferir, fique com essa: “Se você filmar alguém por tempo o bastante, ele vai fazer algo estúpido. É a natureza humana”).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s