Esse post está relativamente atrasado, afinal o trailer de O Espetacular Homem Aranha saiu na semana passada, mas resolvi dar um tempo entre a análise deste e a que fiz de Vingadores, para ver mais algumas vezes e tentar formular melhor os argumentos que mostram os motivos de ter gostado do que vi.
Não sou da turma dos que acham que é muito cedo para o reboot, apesar de até gostar da trilogia de Sam Raimi. Porém, aqueles filmes apresentam uma série de falhas que me deixaram incomodados. E, em um primeiro momento, a impressão de que Marc Webb corrige a maioria deles me empolga.
Primeiro, vamos ao trailer:
Em primeiro lugar, Raimi poderia apresentar, ainda que superficialmente, a história dos pais de Peter Parker, que isolada já dá rende uma filme. Além disso, é imperdoável que Gwen Stacy tenha sido completamente ignorada para dar lugar a Mary Jane, que já existia nas histórias do começo da “carreira” do Aranha, mas só foi namorar com Peter anos depois.
Gwen só apareceu no terceiro filme, de forma meio frustrante. Eu sei que para a turma nova a Mary Jane é a mais conhecida, mas Raimi poderia ter colocado a loira ao menos no começo, fazendo com que a personagem fosse morta pelas mãos do vilão, o mesmo que a matou nas HQ’s. Olha aí toda a motivação para Peter Parker ir atrás do Duende Verde!
Webb usa as duas coisas. O mistério por trás do desaparecimento dos pais de Peter e Gwen (e seu pai, o Capitão Stacy). Além disso, teremos Dr. Connors, que na trilogia de Raimi ficou de um lado para o outro sem o braço, como uma piada interna que poucos entendiam. Dessa vez veremos finalmente seu alter ego: o Lagarto, um dos principais inimigos do Aranha.
E as imagens que já aparecem do vilão são pra animar os fãs.
Além disso me deixa satisfeito que o diretor do novo filme respeite uma coisa tão importante como é o fato de Peter Parker ter construído os lançadores de teia, deixando de lado aquela besteira de que as teias saem de dentro do corpo dele. Sei que estou bancando o chato, mas os lançadores de teia fazem parte de toda a graça que existe nas cenas de luta do amigão da vizinhança. Quem é que nunca leu uma história em que, no meio de uma briga, a teia acaba?
A preocupação parece ser a de contar a história ainda não contada. Se Webb fará isso bem, é uma coisa que só saberemos quando O Espetacular Homem Aranha chegar aos cinemas, no meio do ano. O que sabemos hoje é que as intenções são boas e os efeitos estão atualizados em dez anos desde a chegada do primeiro filme. Sem contar o fato de que parece que finalmente veremos o sentido aranha ser usado.
Sobre o elenco: Tobey Maguire convencia como Peter Parker, mas Andy Garfield convence mais. Martin Sheen como tio Ben e Sally Field como tia May dão um peso aos personagens que os originais nem precisavam ter. E a Gwen Stacy da Emma Stone não é como os leitores imaginavam, mas tem como não gostar?
No elenco ainda estão Rhys Ifans, Denis Leary, Chris Zylka, C. Thomas Howell, Campbell Scott, Julianne Nicholson e Annie Parisse.
Um reboot é bem-vindo a partir do momento em que se propõe a respeitar a obra original mais do que uma outra tentativa anterior. Ao explorar aspectos específicos dos primeiros dias do Homem Aranha, Marc Webb faz um filme para caras como eu, que são “cabeça-de-teia” há 20 anos, pelo menos.
E isso já vale o dinheiro do ingresso!
E aqui tem um trailer praticamente igual, mas com algumas cenas a mais.


