Quando terminei de ler Um Dia fiquei com vontade de publicar a minha opinião. Mas o máximo que consegui fazer foi soltar meia dúzia de impropérios no Facebook. Por isso, achei melhor deixar para escrever sobre o livro de David Nicholls depois de um tempo, com a cabeça certamente um pouco mais fria.
Não que os impropérios tenham vindo à tona por deficiências do livro. Na verdade, Um Dia é uma das melhores coisas que li desde que saí da faculdade (a referência é pelo fato de este ter sido o período em que mais consumi literatura). Uma escrita ágil, atraente, delicada e densa, sem enfeites desnecessários. Não há meias palavras. Tudo o que precisa ser dito é feito de maneira direta. Em nenhum momento o leitor se sente perdido, qualidade rara na “alta” literatura de hoje em dia.
A trama é muito simples: um casal que até o dia da formatura não se conhecia muito bem passa uma noite junto. A partir daí, o livro conta a história do relacionamento conturbado dos dois, pegando ano a ano aquele mesmo dia em que se conheceram: 15 de julho.
Dizendo assim parece que não há nada demais. Mas a forma como o autor narra o passar dos anos e nos apresenta os sentimentos, erros e acertos do casal nos aproxima dos conflitos. Nada nos é estranho e a sensação de que já vivemos aquelas histórias, aquelas discussões, aquelas noites vazias é grande. Dexter e Emma possuem muito de cada um de nós. A história deles podia ser a minha, a sua, a de qualquer um.
É por isso que Um Dia, apesar de não atender a nenhuma daquelas fórmulas fáceis de sucesso do mercado literário, já nasce best-seller. Porque ele obedece à principal fórmula: ser um livro muito bem escrito, com uma história que envolve o leitor. E quanto ao motivo dos impropérios citados acima, melhor eu não dizer nada. Leia o livro!
Ficha Técnica:
Um Dia
Autor: David Nicholls
Intrínseca
416 páginas
R$29,90
Adendo: O filme, com direção de Lone Scherfig (Educação) e Anne Hathaway e Jim Sturgess nos papéis principais, é bem fiel a obra. A maneira despretensiosa como a história é contada, aliada a uma sensível e eficaz condução da trilha sonora, colaborou para que o livro ganhasse ainda mais leitores pelo mundo. Mostra uma diretora com muito a evoluir e acentua ainda mais a comparação (ainda precoce) de David Nicholls com Nick Hornby, conhecido por ceder suas obras ao cinema e roteirista do badalado filme anterior de Scherfig, de 2010.
O trailer:
E aqui um legendado.





OI
Acabei de escrever sobre esse livro no meu blog.
Você o definiu muito bem,tenho certeza que não consegui fazer melhor rsrsr :
Enfim…ainda é tudo muito novo pra mim
O Livro é realmente muito bom!